Visto de cima

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Gostamos de ver a vida por cima, assim como também gostamos de ser vistos dos pontos mais altos que a vida pode nos proporcionar. Uma boa vista do mar é aquela numa cobertura de frente ao mar, as melhores maneiras de sermos lembrados são em momentos de glória, em que nosso poder é elevado e o nosso status é o melhor e mais alto que podemos alcançar.

Por isso que quando nos decepcionamos, ou estamos prestes a desabar preferimos nos esconder, é por isso que é bom estar com o controle em nossas mãos, para podermos comandar quando e como seremos vistos.

Mas acontece que a vida é um não é um carrossel onde estamos sempre girando em círculos de felicidade, onde a melodia que ouvimos é sempre a mesma e o cenário é completamente igual, acho que devemos agradecer por isso. Devíamos ser gratos por existirem sempre novas músicas, novos lugares, outras oportunidades e dias diferentes. A novidade por mais que complicada de aceitar, muitas vezes é o melhor modo de encontrarmos nosso lugar.

Mesmo assim, a satisfação com as coisas da vida não é nossa matéria preferida nesse período de tempo que existe. Ainda que sejamos gratos pela novidade, nós não queremos que ninguém nos veja em fase de transição, nunca vamos querer que alguém nos veja mudando de ideia. Temos que nos mostrar seguros todo o tempo, até porque não é o tempo que nos controla – claro que não, – não é ele que domina nossa vida, rotina ou compromissos, somos nós quem decidimos, mandamos em tudo, controlamos nossos caminhos e sonhos, ninguém nunca pode se quer duvidar da nossa soberania diante do tempo.

Sempre tentamos acreditar nessa nossa soberania, mas cada um tem seu tempo de aprender com a vida. Ela ensina a cada um individualmente, de uma forma diferente e em fases muito diferentes na vida.

Ela nos prova que as vezes olhar nos olhos de alguém e se sentir confortável, é muito melhor do que olhar com superioridade pra qualquer pessoa que julguemos inferior. Que de achar superior por status, beleza ou diploma é a coisa mais sem sentido de todas, mas acho que são coisas que não devem ser ditas, quando você se depara com situações, e se vê em becos sem saída, você percebe que é o tempo quem vai decidir quem você é ou quem você ainda vai poder se tornar algum dia.

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Publicado por

Gabrielly Cabral

Gabrielly Raphaella Rodrigues Cabral, 18. Sou de São Paulo e amo essa cidade grande e barulhenta. Gosto de livros, filmes, músicas e etc. E acho que é só.

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