Sobre os rótulos

Pro quê rótulos? Que diferença faz, afinal? No fim das contas ninguém é aquilo que diz ser, ou nem só aquilo que disse que era e infelizmente, mas também muitas delas, nem metade do que de dizia ser. Pois é, então me diz pro que serve no final do dia?

Que importância tem a sexualidade? Que importância tem o status de relacionamento? Que importância há na instituição de ensino que você estuda? De que vale o cargo que você tem numa multinacional? Me diz de que isso vale no final do dia se você não tem a mínima sensibilidade de sorrir pra um desconhecido sem que seja para demonstrar atração ou desejo.

Não me importo com quem é você na fila do pão, sinceramente. Não ligo se você ouve AC/DC ou Justin Bieber. Não quero nem saber se você estuda numa faculdade pública ou paga para estudar numa instituição particular. Não me interessa se você vai para a balada no sábado à noite ou se fica em casa vendo Netflix. E muito menos se você sabe quando uma letra “A” leva a crase ou não.

Me importa se você é humano, se você tem o mínimo de educação e dá “bom dia” para o porteiro do seu prédio e também se você joga ou não lixo no chão, espero que não, muita gente não sabe que segurar um pouquinho a embalagem do salgadinho na mão não faz ela cair. Se você é uma dessas pessoas, fica aqui meu aviso: a mão não cai, juro.

O que me interessa é isso, o seu nível de humanidade, o seu nível de sensibilidade e capacidade de perceber que tem mais gente vivendo no mundo e que tem um mundo onde vive um monte de gente.

O que tá dentro da minha área de interesse é apenas como você se porta socialmente, não me interessa suas escolhas pessoais, só é de minha importância o que me afeta e se você pede ou não desculpas quando esbarra em alguém na rua.

Espero que todos sejam bons com os outros e tenham a capacidade de enxergar além do seu mundinho pequeno, existe beleza no mundo e não, não estou falando do Adam Levine, me refiro as coisas bonitas e românticas que estão em cada cantinho. Seja legal, abra seu coração para amar mais e seus olhos para ver mais, se desprenda dos rótulos e por favor, vá ser feliz.

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Publicado por

Gabrielly Cabral

Gabrielly Raphaella Rodrigues Cabral, 18. Sou de São Paulo e amo essa cidade grande e barulhenta. Gosto de livros, filmes, músicas e etc. E acho que é só.

18 comentários em “Sobre os rótulos”

  1. Demais!
    Esses dias estava mesmo discutindo com uma amiga sobre a necessidade de nomear as coisas, as relações, as sexualidades, as raças, as pessoas… tudo!
    Se você parar para ver de perto, nada é exatamente como aquilo é identificado… cada pessoa tem seu porém, seu aditivo, seu não, seu sim.
    Tantas coisas para realmente se importar do que um nome, um status.
    Adorei seu texto.

    Um beijo!

    Curtido por 1 pessoa

      1. Ah, Raphaella Cabral eu creio. Já ouvi a fábula do beija-flor… Ele sozinho tentava apagar a floresta em chamas… tão alta que corria risco por ser tão pequeno. Os outros animais fugiam e corriam do fogo… e uns paravam para dizer o quanto ele era louco… e ele simplesmente disse:

        “Eu sei que sozinho não posso apagar este incêndio. Mas, estou fazendo a minha parte…”

        E, é isso! Se cada um fazer a sua parte. Juntos podemos transformar no mínimo o nosso ambiente familiar melhor, a escola, a comunidade e por fim… as coisas vão acontecendo…

        Um beijinho… E sinta-se convidada a participar do meu projeto “Aprender com Amor”!

        Curtido por 1 pessoa

      2. Sim, tenho uma amiga/professora que sempre me disse que o importante não é só o resultado, mas o processo dele, ou seja, não tem relevância se você morre por aquilo sem conseguir o resultado esperado, o que importa mesmo é você ter vivido com sentido e lutando por algo que você acredita.
        Como funciona o seu projeto?

        Curtido por 1 pessoa

      3. Que bacana! Ficarei muito feliz. Imagine algo que aprendeu e sabe como fazer… É isso! Quero que os alunos que buscarem o espaço literário encontrem o prazer de aprender… Um beijinho Rapha!

        Curtido por 1 pessoa

  2. Arrasou! E esse “Não me importo quem é você na fila do pão” adorei e resumiu tudo haha.
    Mas é pura verdade o que você disse, não importa onde estudamos, trabalhamos e isso e aquilo, o que importa mesmo é quem realmente somos e de que maneira agimos, e não precisamos ficar nos interferindo na vida dos outros, enquanto temos a nossa para cuidar!
    Amei esse texto Rapha!
    Beijinhos 😘

    Curtido por 2 pessoas

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